Civilização Egípcia

Civilização Egípcia
Pirâmides de Gizé, um dos mais emblemáticos monumentos da civilização egípcia.

Situado no nordeste da África, em uma região conhecida como Delta do Nilo, o Egito foi uma das maiores civilizações de toda a Idade Antiga. Sem dúvida, a existência do rio Nilo foi de suma importância para o desenvolvimento da civilização, visto que tais povos habitavam uma área desértica e de clima seco. Foi por causa da existência do rio que os egípcios puderam tornar a terra propícia para o desenvolvimento da agricultura. Isso explica a célebre frase do historiador grego Heródoto: ‘O Egito é um presente do Nilo’.

Durante milhares de anos, vários grupos de pessoas de diferentes origens foram se fixando nas proximidades do grande rio, cultivando plantas e domesticando animais. Na medida em que esses grupos iam crescendo, acabavam se aliando e formando unidades administrativas independentes (nomos), as quais começaram a disputar o controle das terras. Após vários anos de conflitos, a realidade que prevaleceu foi a da existência de dois reinos: o Baixo e o Alto Egito. Aproximadamente no ano de 3200 a.C, o rei do Alto Egito, Menés, conquistou o Baixo Egito, unificando os dois reinos e se tornando, portanto, o primeiro faraó da história. Esta fase, da junção dos povos em nomos até a unificação dos reinos, é chamada de período Pré-Dinástico.

Civilização Egípcia
O faraó era visto como a própria encarnação dos deuses.

A fase posterior, na qual o Estado egípcio já havia nascido, é denominada Período Dinástico. Neste época, o faraó representava mais do que um simples rei; era visto como a encarnação dos próprios deuses, exercendo a função de chefe administrativo, militar, juiz supremo e sumo sacerdote.

No Antigo Império (de 3200 a.C a 2300 a.C.), o Egito conheceu seu apogeu. Um resultado disso foi a construção das famosas pirâmides de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. No Médio Império (de 2100 a.C. a 1750 a.C.), o governo egípcio conseguiu uma grande prosperidade material, resultado de suas trocas com os povos orientais das margens do Mediterrâneo. No Novo Império (de 1580 a.C. a 525 a.C.), os egípcios adotaram uma política expansionista, assumindo o controle de várias regiões. Contudo, enquanto os faraós e os altos funcionários esbanjavam riqueza e ostentação, a maioria da população era pobre e obrigada a pagar altos impostos, realidade que gerava insatisfação popular e um declínio gradual do poder faraônico.

Civilização Egípcia – Sociedade

A estrutura da sociedade egípcia era altamente rígida. No topo estava o faraó, seguido por seus sacerdotes, nobres e funcionários reais. Nas camadas baixas estavam os artesãos, camponeses e, por último, os escravos. A principal atividade econômica era a agricultura: trigo, cevada, algodão, linho e frutas. Também é valido apontar a existência de um discreto desenvolvimento do artesanato e do comércio (trocas).

Civilização Egípcia – Religião

Os egípcios eram povos politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, representados na maioria das vezes pelas figuras de animais da região. Criam também na vida após a morte: o indivíduo seria julgado pelo deus Osíris e, caso absolvido, voltaria para o seu corpo. Por tal motivo esses povos desenvolveram a técnica da mumificação, com o fim de evitar ao máximo a decomposição dos corpos.

Civilização Egípcia – Legado

Os egípcios deixaram vários legados para a humanidade, a começar pelo calendário de 365 dias e a divisão do dia em 24 horas. Também podemos citar a arquitetura (usada em obras como o Monumento de Washington, nos Estados Unidos), a escrita hieroglífica, a medicina, entre outros exemplos.

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