A Corte no Brasil

A Corte no Brasil
A Corte no Brasil teve uma relação direta com o Bloqueio Continental.

Durante o início do século XIX, Napoleão Bonaparte se consolidava como a maior figura política da Europa, tendo levado a França a um nível de superpotência mundial, ao lado da Inglaterra. Com o fim de intensificar a industrialização em seu país, Bonaparte procurou combinar uma intensa política de investimentos com uma singular política internacional.

Desta forma, o líder francês estipulou o Bloqueio Continental, um decreto que proibia todas as nações de manter relações comerciais com a Inglaterra, maior potência industrial da época e principal rival política da França. A nação que descumprisse tal decreto corria o risco de ser invadida pelas tropas de Napoleão.

Contudo, Portugal, mesmo temendo a invasão dos franceses, se viu obrigado a desobedecer ao Bloqueio Continental e manter o comércio com a Inglaterra, uma vez havia criado uma verdadeira dependência para com os produtos ingleses.

Foi assim que a própria Inglaterra sugeriu a ideia da Corte no Brasil, transferindo a capital para o Rio de Janeiro. Os ingleses ofereceram escolta militar para a fuga e se comprometeram a lutar pelo território de Portugal contra Napoleão. Contudo, em troca, pediram que o príncipe regente, Dom João VI, autorizasse a abertura dos portos do Brasil às nações amigas de Portugal, oferecendo taxas especiais aos produtos ingleses.

Esta foi a primeira vez na história que um rei europeu transferiu a capital de sua nação para o continente americano. A Corte no Brasil resultou em significativos avanços na cultura e educação, com a criação de instituições como a Imprensa Régia, a Biblioteca Real, o Museu Nacional ou o Observatório Astronômico. Além disso, os portugueses investiram em serviços públicos e no embelezamento da cidade do Rio de Janeiro, adaptando-a à nova realidade de capital do Reino de Portugal.

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