Coronelismo

Coronelismo
Durante o Coronelismo, os eleitores eram obrigados a votar nos candidatos dos coronéis.

O coronelismo foi um complexo sistema político baseado na concentração de poder nas mãos dos coronéis e no enfraquecimento da figura do Estado. Embora tal sistema tenha tido seu ápice na época da da República Velha, seu surgimento se deu ainda durante o período regencial, quando o governo passou a conceder títulos aos grandes latifundiários que financiavam a Guarda Nacional. Juntamente com essas honrarias, os coronéis também ganhavam o direito de formar milícias e emitir ordens aos indivíduos de suas propriedades.

Todo esse poder concedido a esses latifundiários tinha uma explicação: como a economia brasileira era fundamentalmente baseada na atividade agrícola, esses homens eram vistos como agentes imprescindíveis do progresso. Diante disso, suas decisões deveriam ser tomadas de forma rápida e acatadas sem maiores questionamentos, pois eventuais conflitos poderiam atrapalhar o desenvolvimento de seus negócios e, consequentemente, o crescimento econômico do Brasil.

No entanto, a primeira constituição republicana brasileira estabeleceu um sistema eleitoral onde o voto era aberto. Tal realidade permitiu que os coronéis usassem de sua absoluta autoridade para controlar os eleitores que habitavam suas terras. Estes, sobretudo trabalhadores e camponeses, se viam subordinados ao poder militar e, sobretudo, político desses ricos latifundiários. Desta forma, contrariar o candidato preferido do coronel na eleição era uma atitude que poderia resultar em uma severa punição ou até mesmo em eventuais assassinatos.

Toda essa dinâmica eleitoral ficou conhecida como “voto de cabresto”. Assim, os coronéis, grandes fazendeiros, optavam pelo candidato da política café-com-leite e este, além de focar suas decisões no sentido de proteger os negócios dos latifundiários, lhe concedia regalias, cargos públicos e financiamentos. De fato, o coronelismo foi a base da República Oligárquica. Seu declínio se deu a partir da Revolução de 1930, embora certas práticas características desse sistema (compra de votos, por exemplo) tenham se mantido durante vários anos.

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