Conjuração Carioca

Conjuração CariocaVice-rei Conde de Rezende, responsável por mandar
prender os integrantes da Conjuração Carioca.

Em 1786, um grupo de intelectuais fundou no Rio de Janeiro a Sociedade Literária, uma reunião de debate de cunho cultural. Embora no início fossem debatidos assuntos mais científicos, como o método de extração da tinta do urucum ou os efeitos do álcool no organismo, por exemplo, aos poucos os debates começaram a ganhar tons políticos e ideológicos, até chamar a atenção das autoridades coloniais. Tal episódio ficou conhecido como a Conjuração Carioca.

A Metrópole via as ideias iluministas como nocivas aos seus interesses, pois poderiam dar margem à reflexão da sociedade em geral e contribuir para a eclosão de movimentos emancipacionistas. Uma consequência dessa preocupação foi a proibição da circulação de várias obras de Rousseau e Voltaire em toda a colônia.

Além disso, os acontecimentos que envolveram a Inconfidência Mineira e a simpatia do grupo intelectual da Conjuração Carioca pelas ideias republicanas e iluministas levaram o vice-rei Conde de Rezende a mandar prender seus integrantes em 1794, sob a acusação de subversão. No entanto, dois anos após os acontecimentos, os membros da Sociedade Literária foram libertos e considerados inocentes, já que não houve nenhuma prova contra os mesmos.

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