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Queda da Bastilha
“A Tomada da Bastilha”, por Jean-Pierre Louis Laurent Houel.

No século XVIII, a França passava por sérios problemas econômicos e sociais. Para se ter uma ideia, a maior parte da população não tinha sequer o que comer. A divisão social do país na época era a seguinte: o Primeiro Estado era formado pelo clero, o Segundo Estado, pela nobreza, e o Terceiro pelos camponeses, burgueses e trabalhadores urbanos.

Acima de todos os Estados estava o rei, que não precisava prestar contas de nada a ninguém. Mesmo com todos os problemas que a França passava, não abria mão de seus luxos. Além do mais, somente o Terceiro Estado era obrigado a pagar os impostos e a custear as regalias do rei e das outras classes privilegiadas.

Com o agravamento da situação econômica francesa, uma das óbvias alternativas era a cobrança dos impostos do clero e da nobreza. Assim, o rei Luís XVI convocou uma assembleia feita pelos três Estados Gerais, onde cada um tinha direito a um voto. Como o clero e a nobreza não queriam abrir mão de seus benefícios, votaram contra a proposta. Já o Terceiro Estado, embora representasse a grande maioria da população, perdera a disputa, uma vez que tinha o poder de apenas um voto.

Diante deste claro quadro de injustiça social, os representantes do Terceiro Estado reuniram-se em Assembleia Nacional Constituinte. Nesse ponto, o conflito armado entre as tropas do rei e o povo já era algo inevitável. A revolução teve seu clímax quando uma multidão tomou a Bastilha, uma espécie de prisão política da monarquia.

Os movimentos em prol da liberdade, igualdade e fraternidade, uma óbvia influência do iluminismo, tomaram conta de toda a nação e resultaram na aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Para amenizar a crise econômica, a Assembleia confiscou os bens do clero. Em 14 de setembro de 1791, foi aprovada a primeira Constituição francesa, a qual estabelecia a monarquia constitucional e a criação de três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

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Saiba mais: Iluminismo

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