O Brasil Monárquico situa-se entre os períodos colonial (1500 -1822) e republicano (1989 até dias atuais). Embora o Brasil tenha sido elevado à categoria de reino em 1815, foi somente em 1822 que D. Pedro I sagrou-se Imperador.
O título de Imperador foi cedido a D. Pedro I devido à grandeza do território que dava idéia de império, somado ao sonho de grandeza dos portugueses e à facilidade de controle quando há apenas um governante. Porém, o poder hereditário, exercido por uma só pessoa, como ocorrera neste período no Brasil, denomina-se mais corretamente Monarquia. Divide-se em três períodos distintos:
Primeiro Reinado (1822-1831) – Governo de D. Pedro I
Período Regencial (1831-1840)
Segundo Reinado (1840-1889) – Governo de D.Pedro II
Mesmo após a Proclamação da Independência, em 1822, D. Pedro I teve muito trabalho para consolidar seu império. Muitas províncias não o apoiavam e foram diversas as batalhas internas. Havia a necessidade de se conseguir também apoio externo, sempre intermediado pela Inglaterra, grande interesseira dos lucros coloniais.
Foi assim, que através do Tratado de Paz e Amizade entre Brasil e Portugal, D. Pedro I teve seu território reconhecido após comprometer-se a pagar 2 milhões de libras esterlinas a Portugal.
Como teve problemas com a Constituinte de 1823, convocada por ele mesmo, D. Pedro Impôs uma nova Constituição em 1824, a qual continha os poderes Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador (em que ajudado por um Conselho de Estado, o Imperador podia intervir para o bem-estar dos outros poderes). Segundo essa Constituição, o Imperador nomeava o presidente de cada província que nomeava seus conselheiros.
Nem todos concordavam, como foi o caso da Confederação do Equador, em que os revoltosos queriam a república, mas foram rapidamente combatidos.
D. Pedro teve problemas ao renunciar ao trono português após a morte de D. João VI. Os conflitos internos também eram tantos que em uma tentativa desesperada, nomeou um ministério composto por apenas brasileiros natos. Em apenas quinze dias, substituiu-o e nomeou um formado apenas por nobres (o Ministério dos Marqueses).
Tamanha foi a revolta que D. Pedro preferiu renunciar o poder em favor de seu filho Pedro de Alcântara, de apenas 5 anos de idade, e viajou para a Europa em 1831.
Saiba mais: Período Regencial - Segundo Reinado -
Constituinte de 1823 - Confederação do Equador
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