História da Maconha

Maconha

Maconha é uma droga derivada da planta Cannabis sativa, um arbusto de cerca de dois metros de altura, de origem asiática, que cresce em zonas tropicais e temperadas. Sabe-se que a planta já era usada sob forma medicamentosa na China no ano 7000 a.C. Na Índia, a mesma era grandemente utilizada para curar prisão de ventre, malária e dores menstruais. As propriedades têxteis da Cannabis sativa fizeram com que sua fibra fosse muito aproveitada pelos romanos e gregos na fabricação de tecidos e papel.

O cultivo da planta foi difundido pelo Oriente Médio, Europa e outras regiões da Ásia. Na renascença, a mesma era um dos principais produtos da Europa: os próprios livros de Johannes Gutemberg, o inventor da imprensa, eram feitos de papel de cânhamo. A partir do século XVIII, a planta passou a ser estudada de uma forma mais científica, aspecto que resultou em seu grande uso para fins terapêuticos, como no tratamento da asma, tosse ou problemas nervosos.

A maconha foi levada para a África e para a América pelos europeus. Na América do Sul, as primeiras plantações da Cannabis foram feitas no Chile, pelos espanhóis. No Brasil, a mesma foi trazida pelos escravos africanos. Há, inclusive, registros de um esforço da Coroa Portuguesa em tentar incentivar o cultivo da espécie para fins comerciais em 1783, já que sua fibra era a base de inúmeros produtos europeus.

No final do século XIX, a planta já era utilizada como psicotrópico por artistas e escritores, no entanto ainda era considerada um medicamento, sendo usada por muitos laboratórios farmacêuticos. A partir dos anos 60, o consumo da maconha como entorpecente passou a ser feito de forma crescente, entre pessoas de todas as classes sociais. Atualmente, esta é a droga ilícita mais consumida no mundo: das 200 milhões de pessoas que consomem algum tipo de substância psicoativa ilícita, 160 milhões consomem a maconha.

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