Inconfidência Mineira

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Inconfidência Mineira
“Martírio de Tiradentes”, óleo sobre tela de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo.

O Ciclo do Ouro no Brasil resultou na formação de importantes centros urbanos em Minas Gerais e no surgimento de uma elite colonial formada por grandes produtores rurais e donos de minas. Desta forma, era comum que filhos de membros da elite da época fossem estudar na Europa, tendo, portanto, contato com as ideias iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade que reinavam no velho continente. As teorias iluministas assimiladas na Europa se tornaram importantes pelo fato de terem sido os fundamentos ideológicos de muitas revoltas contra a exploração da Coroa portuguesa.

Logo na segunda metade do século XVIII, Portugal já se deparava com o problema da exaustão das regiões auríferas no Brasil. Em virtude disso, além do “quinto”, que estipulava o pagamento da quinta parte de todo o ouro encontrado na colônia, a Coroa criou mais um imposto: a derrama. Este tributo consistia no pagamento de uma quantidade de ouro pré-estabelecida por região. Mesmo que tal região não produzisse mais aquela quantidade em virtude da própria escassez, Portugal deveria arrecadar tal valor de qualquer maneira, por meio da posse autoritária de bens e propriedades individuais.

Inconformados com a exploração abusiva de Portugal e sua política tributária, um grupo de intelectuais e membros da elite mineira, inspirados pelos ideais iluministas e liderados por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, começou a articular uma revolta que teria por objetivo o rompimento com Portugal e a adoção de um governo republicano no Brasil. Para isso, os revoltosos escolheram iniciar a revolta em fevereiro de 1789, data em que a Coroa iria cobrar a “derrama”, justamente para amplificar a insatisfação da população contra a Metrópole.

Contudo, a Inconfidência Mineira se findou antes mesmo de ter iniciado, uma vez que um de seus líderes, o coronel Joaquim Silvério dos Reis, traiu o movimento e contou as pretensões dos revoltosos à Coroa em troca do perdão de suas dívidas. Desta forma, Portugal foi capaz de sufocar o movimento. Quase todos os líderes da Inconfidência Mineira, por fazerem parte da elite mineira, escaparam ilesos de punições, fato que não ocorreu ao simples alferes Tiradentes, o qual foi condenado à forca em praça pública.

Saiba mais: Ciclo do OuroIluminismoTiradentes

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