A Igreja na Idade Média

igreja na idade média
Concílio de Clermont (1095), evento que marcou o início das Cruzadas,
uma dimensão do poder da Igreja na Idade Média.

Desde o esplendor do Império Romano, a Igreja Católica já possuía notória organização e um significativo número de fiéis. Com a expansão do cristianismo e a predominância do feudalismo em todo o continente europeu, esta encontrou condições ideais para se expandir e se transformar na mais poderosa instituição do mundo medieval.

A hierarquia da Igreja na Idade Média era bem definida: os padres cuidavam de pequenos agrupamentos de fiéis; acima deles estavam os bispos, arcebispos e o papa, chefe supremo da Igreja. Tal título surgiu no século IV, quando o bispo de Roma se autoproclamou herdeiro do apóstolo Pedro.

De fato, a Igreja se tornou poderosíssima nesta época, tanto no âmbito ideológico quanto na ótica política e econômica. Para se ter uma ideia, a própria divisão da sociedade da época era baseada na Santíssima Trindade: Clero, Nobreza e Servos. Com o pretexto da obtenção da salvação, a mentalidade do homem passou a ser totalmente embasada pela religião.

A grande quantidade de doações monetárias de fiéis e os tributos cobrados pela Igreja fizeram com que esta passasse a ter um grande poder econômico, chegando a possuir cerca de um terço de todas as terras cultiváveis da Europa. Com tanto poder, a instituição passou a exercer certo monopólio intelectual, já que a grande maioria da população era analfabeta e, além disso, não tinha acesso às obras escritas.

Ao longo de sua história, a Igreja Católica se deparou com inúmeras manifestações contrárias aos seus dogmas. Tais ideias, chamadas pela instituição religiosa de heresias, foram combatidas de diversas formas, até mesmo com o uso da violência. Mesmo assim, houve grandes rupturas dentro da Igreja, como o Cisma do Oriente, em 1054, o qual resultou na criação da Igreja Bizantina, e a Reforma Protestante no século XVI, a qual originou o Protestantismo.

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