Fim da URSS

Fim da URSS
Queda do Muro de Berlim, em 1989, uma das consequências do fim da URSS.

A União Soviética foi um dos Estados mais importantes para a vitória dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, embora também tenha sido um dos mais abalados economicamente. Mesmo assim, o governo de Joseph Stálin foi capaz de realizar um eficiente planejamento, colocar a URSS nos trilhos do desenvolvimento e transformá-la em uma das grandes potências mundiais, ao lado dos Estados Unidos.

Após ter governado a URSS por 29 anos, Stálin morreu em 1953, sendo sucedido por Nikita Krushev. O governo de Stálin, embora tenha transformado a União Soviética em uma potência, foi marcado pelo autoritarismo, ditadura, falta de liberdade e corrupção. Quando assumiu o poder, Krushev decidiu acabar gradativamente com a política autoritária do governo anterior e procurou adotar uma tom mais pacífico com os países capitalistas.

No entanto, em 1964 o líder foi deposto, sob a acusação de abuso de poder. Em seu lugar assumiu Leonid Brejnev, o qual governou até 1982. Foi justamente nessa época (por volta de década de 70) que os problemas econômicos e sociais se acentuaram. Em razão da URSS se manter isolada economicamente da maior parte do mundo, sua indústria se tornou atrasada. Se há alguns anos o país fora um grande exportador de alimentos, agora havia se tornado um importador. Com o declínio da atividade industrial e agrícola, surgiram inúmeros problemas sociais, com destaque para o acentuado aumento do desemprego.

Após a morte de Brejnev, em 1982, Andropov e Constantin Tchernenko assumiram o governo. No entanto, foi em 1985, com a entrada de Mikhail Gorbatchev, que a União Soviética passou por bruscas mudanças políticas, econômicas e sociais. Ciente dos problemas que o país passava, Gorbatchev propôs dois planos: a perestroika (reestruturação) e a glasnost (transparência).

A perestroika nada mais era do que um conjunto de medidas que propunha modernizar e dinamizar a economia do país. Assim, o plano autorizava a existência de organizações privadas, a entrada gradual de multinacionais e estimulava a concorrência entre as empresas. Já a glasnost previa a diminuição da atuação do Estado na vida do cidadão, isto é, nas questões civis. Entre outras coisas, esse conjunto de medidas resultou no  crescimento da liberdade de expressão e na liberação de antigos presos políticos.

Com tais mudanças e a desconstrução de todo o sistema socialista, tornou-se claro que a União Soviética estava com seus dias contados. Temendo o quadro político que estava se instalando na Rússia, as outras repúblicas começaram a exigir autonomia. Em 1991, quase todos os países já eram independentes. O definitivo fim da URSS foi oficializado em 21 de dezembro de 1991, com a criação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), organização supranacional formada por Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Cazaquistão e Uzbequistão.

Saiba mais: Segunda Guerra Mundial

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