Escravidão no Brasil

Escravidão no Brasil
Durante o período da Escravidão no Brasil, os escravos eram submetidos a duros castigos físicos.

A escravidão é algo tão antigo quanto as mais arcaicas civilizações, haja vista que muitas sociedades da Antiguidade tratavam os povos vencidos em batalhas como escravos. Muitas delas os viam como mercadorias, outras os consideravam como propriedade exclusiva do Estado, como no caso da sociedade espartana.

A escravidão no Brasil se iniciou durante a primeira metade do século XVI, quando a Coroa portuguesa começou a trazer negros africanos para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar. O transporte dessas pessoas era feito de forma desumana: vinham amontoados dentro dos porões dos navios, muitos morriam no meio do caminho e simplesmente eram jogados ao mar.

Esses indivíduos eram vistos como mercadorias, tendo preços variáveis de acordo com suas características físicas. Os escravos com bons dentes, canelas finas, quadris estreitos e calcanhares altos eram os mais visados. Não é preciso dizer que as condições de trabalho nas fazendas e, posteriormente, nas minas de ouro, eram as piores possíveis: trabalhavam exaustivamente, tinham uma péssima alimentação, viviam em condições precárias, não tinham nenhum tipo de liberdade, além de ser submetidos a duros castigos físicos.

Os escravos tentavam amenizar tal dura realidade encontrando formas de expressar seus costumes e tradições, como no caso da capoeira, por exemplo. Além disso, inúmeras foram as tentativas de fugas. Os escravos fugitivos se agrupavam no interior das matas em grupos. Sob a liderança de Zumbi, o Quilombo dos Palmares se constituiu em um dos mais emblemáticos formados durante o período colonial.

Em 1831, os ingleses passaram a pressionar o mundo com a primeira lei antiescravista, a qual proibia o tráfico negreiro. Embora a medida não tenha sido eficaz para o fim da escravidão no Brasil, alguns navios passaram a ser interceptados. Em 1845, o Parlamento inglês aprovou a lei Bill Aberdeen, a qual permitia à esquadra inglesa prender navios escravos e julgar os tripulantes como piratas. Embora o Brasil tenha relutado, acabou cedendo e promulgando a Lei Eusébio de Queirós, em 1850, a qual reafirmou a proibição do tráfico.

Com isso, o dinheiro envolvido passou a ser investido em outras atividades. Dada a resistência dos proprietários rurais, o fim do trabalho escravo ainda era algo distante, apesar dos movimentos abolicionistas terem quebrado a disciplina nas senzalas. Em seguida vieram as Leis do Ventre Livre, de 1871, a qual declarava livres os filhos de escravas nascidas a partir daquela data, e a Lei dos Sexagenários, a qual libertava os escravos maiores de 60 anos.

Somente em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea assinada pela princesa Isabel, é que a escravidão no Brasil teve seu fim.

Abolição da EscravaturaHistória da Capoeira – Cap. Hereditárias – Economia Açucareira

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