arte-goticaCatedral da Sé, em São Paulo: um dos maiores exemplos do estilo gótico no Brasil.

Estilo artístico desenvolvido na Europa Ocidental, a arte gótica está diretamente ligada ao contexto histórico da época de sua criação. No fim da Idade Média, o velho continente se deparou com o renascimento comercial, a decadência do feudalismo, o êxodo rural e, juntamente com tudo isso, uma série de mudanças de caráter ideológico, filosófico e religioso.

Durante tais mudanças ocorridas entre os séculos XI e XII, surgiu a necessidade da criação de uma arte mais adequada à nova realidade. O termo “gótico” foi dado mais tarde pelos italianos renascentistas, os quais criam que a Idade Média fora um período de trevas e pura escuridão. De fato, a arte gótica substituiu a arte romântica, até então predominante.

Com o crescimento das cidades registrado na Baixa Idade Média, as catedrais passaram a ter grande importância na época, uma vez que passaram a servir como grandes locais públicos de ensinamento das leis divinas. A arte gótica talvez tenha surgido como uma própria consequência do crescimento urbano, revelando características peculiares na arquitetura, como a verticalização (uma alusão ao céu, ao divino), a grandiosidade, a precisão dos traços, além do emprego de rosácea e da abóbada cruzada. Entre as principais catedrais góticas, podemos citar a Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres.

Na escultura, o gótico ficou caracterizado novamente pela verticalização, grande naturalismo presente nas obras e o baixo-relevo. Já as pinturas quase sempre tratavam de assuntos religiosos (santos, anjos, etc). Na maioria das vezes eram usadas cores claras, revelando uma estreita ligação entre a pintura gótica e a iconografia cristã. Os principais pintores deste período foram Giotto di Bondone (1267 – 1337), Simone Martini (1283 – 1344) e Jan van Eyck (1390 – 1441).

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