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Arquiteto e escultor brasileiro, natural de Vila Rica (atual Ouro Preto), MG, o maior e mais admirado arquiteto e escultor do Brasil colonial. Filho natural de um entalhador português, Manuel Francisco Lisboa, e de uma escrava africana que se chamava Isabel, e sobrinho de Antônio Francisco Pombal, afamado entalhador de Vila Rica. De educação escolar primária, iniciou seu trabalho como escultor e entalhador ainda criança, seguindo os passos do pai e trabalhando na oficina do tio.

Seu aprimoramento profissional veio de seus contatos com o abridor de cunhos João Gomes Batista e o escultor e entalhador José Coelho de Noronha, autor de muitas obras em igrejas da região. Após os 40 anos, contraiu uma doença que progressivamente lhe retirou os movimentos das pernas e mãos e que o trouxe o célebre apelido. Conta-se que ao perder os dedos dos pés ele passou a andar de joelhos, protegendo-os com dispositivos de couro, ou a se fazer carregar e ao perder os dedos das mãos, passou a esculpir com o cinzel e o martelo amarrados aos punhos pelos ajudantes e já tinha mais de sessenta anos quando realizou suas obras-primas.

Suas mais famosas obras são o Conjunto do Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, com 66 imagens esculpidas em madeira de cedro (1796-1799) e os 12 majestosos profetas em pedra-sabão (1800-1805). Desgraçadamente foi progressivamente afetado pela doença e se afastou da sociedade, relacionando-se apenas com dois escravos e ajudantes e terminou seus últimos anos de vida inteiramente cego e impossibilitado de trabalhar. Morreu sobre um estrado em casa de sua nora, na mesma Vila Rica onde nascera.

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